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Nesse contexto, uma grande incógnita é a China: o país foi o maior comprador de aço em 2003, tendo importado 28,5 milhões de toneladas, com um crescimento de 12% em relação a 2002. Ao mesmo tempo, sua produção anual aumentou 21,2%, atingindo 220 milhões de toneladas, contra um crescimento de 6,7% da produção mundial.
A rapidez de sua ascensão à posição de um dos mais importantes mercados do ramo siderúrgico, por conta de suas crescentes oferta e demanda de aço, dificulta uma mensuração da grandeza real desse mercado e das implicações da participação chinesa para o segmento em todo o mundo, incluindo fornecedores de matéria-prima e setores consumidores de aço. Outro fator de destaque refere-se ao avanço nas negociações para possível acordo, no âmbito da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE para regulamentação dos subsídios à indústria siderúrgica, focando no fechamento de |
unidades de baixa performance, compensando custos sociais, reduzindo distorções no comércio de produtos siderúrgicos e eliminando capacidade ineficiente.
O setor siderúrgico mundial continua em processo de consolidação, com a formação de grandes grupos produtores, tais como Arcelor, JFE, LMN, dentre outros, bem como de formação de alianças estratégicas entre os principais players. Além disso, continua em desenvolvimento o processo de reestruturação da indústria siderúrgica americana e européia, possibilitando a abertura de novas oportunidades para o mercado de semi-acabados. A relação oferta/demanda de placas de elevado valor agregado — tais como os aços estruturais de alta resistência e os dedicados à indústria automobilística, notadamente no mercado asiático e norte-americano — fortalece o posicionamento das empresas siderúrgicas estruturadas para atender portifólio desses produtos com alta qualidade. |
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