Mensagem da Administração


Num ano excepcionalmente positivo para a siderurgia no Brasil e no mundo, a CST efetivou, em 2004, novos e significativos avanços, à luz da visão de sustentabilidade que norteia todas as suas atividades e fortalece continuamente o seu negócio.

Mensagem da Administração
Tão ou mais importante que os resultados financeiros, neste ciclo de alta do mercado de produtos siderúrgicos, com preços que beneficiaram todos os produtores de aço, indistintamente, é a constatação da vitalidade da CST e da consistência dos seus planos estratégicos, que a colocam em posição ímpar na competitiva siderurgia brasileira.

Ao consolidar sua presença como fornecedora de bobinas a quente para o setor industrial brasileiro, estabelecendo diretamente relações estruturadas com fabricantes de bens de capital, autopeças e de compressores elétricos, a Companhia confirmou-se no ano como um ator de influência no mercado interno de laminados planos. Seu acesso à estratégica cadeia automotiva, em particular, foi ampliado com o sucesso de Vega do Sul – empresa da qual é importante acionista –, que processa bobinas a quente em laminados a frio e produtos galvanizados para aplicação final.

Essa contínua evolução da Companhia é sustentada por um modelo de gestão firmemente alinhado ao negócio, cujo pressuposto básico é o aumento da competitividade do cliente, através do fornecimento de produtos e serviços de superior qualidade. Tal estratégia é garantida pelos custos de produção de aço da CST, entre os mais baixos do mundo, além da política comercial diferenciada da Companhia de priorizar às operações de longo prazo, numa relação de complementaridade que se sustenta independentemente dos ciclos de alta e baixa do mercado siderúrgico.

Com essa mesma orientação concretizamos, em 2004, significativas exportações para países vizinhos, na consecução da nossa visão estratégica de assumir a liderança como o fornecedor preferencial de laminados planos na América Latina, otimizando as vantagens competitivas que o Brasil oferece.

Nesse contexto é que se enquadra o início efetivo de execução do projeto de expansão da CST, outro fato marcante em 2004. As obras encontram-se dentro do ritmo estabelecido e estão sendo desenvolvidas com absoluta normalidade operacional, que será preservada durante todo o período, graças a acurado planejamento e a um aprimorado gerenciamento das obras de engenharia, principalmente nas áreas mais suscetíveis a eventuais interferências.

Nossas perspectivas de crescimento, entretanto, não se esgotam com tal expansão, que elevará a capacidade de produção da CST dos atuais 5 milhões para 7,5 milhões de toneladas por ano de semi-acabados de aço (placas e bobinas a quente) a partir de meados de 2006. Os sólidos fundamentos da Companhia – permanente atualização tecnológica, manutenção preventiva, eficiente matriz energética, pessoal altamente qualificado e comprometido, dentre outros – associados à estabilidade operacional, garantida pelo domínio e mínima variabilidade dos processos, credenciam a CST a sustentar um novo patamar de negócios.

Essas novas oportunidades tornam-se ainda mais consistentes com a reestruturação societária iniciada em 2004, a partir da venda da participação acionária da Companhia Vale do Rio Doce. Essa reestruturação, a ser concluída em 2005, dá ao Grupo Arcelor o controle acionário majoritário da CST. Tal vínculo, que permitirá que o grupo tenha uma plataforma de ampliação do seu crescimento nas Américas, ampliará as possibilidades de negócios da Companhia no segmento de aços planos por sua inserção em um dos maiores conglomerados siderúrgicos mundiais, com atuação e interesse globais.

Recebemos com entusiasmo essa nova configuração societária, vendo nessa integração ao Grupo Arcelor – identificado desde o início do século passado com a história siderúrgica do nosso país – uma oportunidade de profícua troca das melhores práticas na consecução do objetivo de prover “soluções de aço para um mundo melhor”.

Somos uma empresa pronta para novos desafios, com capacidade de resposta sem similar na siderurgia do país, assegurada por um modelo de gestão desenhado para suportar a inteligência do negócio – e não apenas para atender à operacionalização dos processos – e por um pessoal altamente qualificado e comprometido.

Temos procurado conduzir nosso negócio com a mais completa aderência aos princípios do desenvolvimento sustentável, em que todas as políticas e práticas convergem para resultados que satisfaçam os interesses de todas as partes interessadas (stakeholders) e garantam a crescente geração de retorno para os nossos acionistas.

Completados 21 anos de operação em 2004, acreditamos que as mudanças em curso significarão uma evolução. Estamos convictos de que ao crescer com responsabilidade social – gerando riqueza com eco-eficiência, assegurando a saúde e segurança dos nossos colaboradores e tendo forte interação com a comunidade – nossa Companhia continuará sendo sustentável e, por isso mesmo, cada vez mais atraente, segura e geradora de valor para seus acionistas.