O modelo de negócio da CST está fundamentado no desenvolvimento e oferta crescente de semi-acabados de aço de maior valor agregado e no estabelecimento e manutenção de relações comerciais de longo prazo, mantendo carteira de clientes convenientemente diversificada e bem distribuída geograficamente, de modo a garantir à Companhia uma estratégica flexibilidade operacional e mercadológica.
 Nesse processo de fidelização dos clientes tem sido fundamental a visão de complementaridade de negócios praticada pela CST, na qual se inclui uma política de preços à base de negociação trimestral. Ao contrário de quem vende no mercado spot, a Companhia tem como prática negociar os preços de seus produtos dentro de uma visão compartilhada com cada cliente, assegurando-lhe vantajosa previsibilidade de suprimento e custos.
 Com essa mesma política e o mesmo modelo de preços para os seus dois grandes negócios (placas e bobinas a quente), a CST atuou, em 2004, com orientações comerciais complementares, específicas para cada mercado, interno e
externo, visando balancear a consecução das oportunidades decorrentes do novo momento da siderurgia, interna e externamente, em conformidade com os seus planos estratégicos.
 O volume transacionado em 2004 pela CST nos
mercados interno e externo, considerando placas e bobinas a quente, totalizou 4.850 mil toneladas – contra 4.800 mil toneladas em 2003.
 As vendas de placas, destinadas integralmente à exportação, situaram-se dentro do planejamento anual, com
uma redução de 20% em relação a 2003, totalizando 2.949 mil toneladas ante 3.669 mil toneladas.
 Em contrapartida, as vendas de bobinas a quente cresceram 68% em relação ao ano anterior, totalizando 1.901 mil toneladas contra 1.131 mil toneladas. Do total de bobinas a quente comercializado em 2004, 1.407 mil toneladas atenderam ao mercado doméstico (74%) e 494 mil ao mercado externo (26%).
 O preço médio anual das placas – recorde na história da Companhia – foi de US$ 340 por tonelada, equivalendo a um aumento de 45% sobre o preço médio anual de 2003 (US$ 237 por tonelada). Já o preço médio anual das bobinas a quente, computadas as vendas internas e externas, foi de US$ 411 por tonelada – 38% superior ao do ano anterior (US$ 298 por tonelada).
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