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Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

ArcelorMittal Tubarão e a redução das emissões de CO2


A ArcelorMittal Tubarão possui uma orientação estratégica de reforçar seu compromisso com os princípios de melhores práticas de Sustentabilidade como diferencial competitivo. Aliada a esse conceito, a ArcelorMittal Tubarão busca o desenvolvimento de ações que empregam tecnologias limpas voltadas para a redução das emissões de CO2, participando do esforço mundial de minimizar a tendência de aquecimento global decorrente do aumento do efeito estufa.

Dentre as estratégias estabelecidas no Protocolo de Kyoto para a redução mundial das emissões de CO2, está o MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), instrumento que permite uma interação entre os países desenvolvidos (denominados Anexo 1) e os países em desenvolvimento (denominados não Anexo 1) para a obtenção de Créditos Carbono, gerados em função da redução dos gases responsáveis pelo efeito estufa.

A ArcelorMittal Tubarão conta com alguns projetos de MDL, dentre eles:

Projeto de Otimização e Co-geração de Energia Elétrica
Dessa forma, seguindo a estratégia definida pelo Protocolo de Kyoto, a ArcelorMittal Tubarão desenvolveu um projeto de MDL denominado "Otimização e Co-geração de Energia Elétrica", cujo conteúdo básico encontra-se no Project Design Document (PDD). O projeto envolve a Central Termelétrica 4 (CTE), que permite a geração de energia elétrica utilizando como combustíveis os gases de Aciaria - LDG.

Clique nos links abaixo para fazer download dos arquivos
Documento de Concepção do Projeto (PDD) (3 Mb) - Versão português
Documento de Concepção do Projeto (PDD) (3 Mb) - Versão inglês


Desde fevereiro de 2007, a ArcelorMittal Tubarão já pode obter a Redução Certificada de Emissões (RCE), conhecidas como certificados de créditos de carbono. Trata-se do primeiro projeto de MDL para geração de crédito de carbono do setor siderúrgico integrado em âmbito mundial validado e registrado no Comitê Executivo das Nações Unidas (UNFCCC).

A ArcelorMittal Tubarão
A diminuição do consumo interno e a disponibilização de excedentes de energia por conta dessa iniciativa, devem contribuir para que não sejam emitidas, em dez anos, aproximadamente 430 mil toneladas de CO2 com a redução nas emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE). Os gases da Aciaria são reaproveitados desde Setembro de 2004, quando passaram a ser utilizados nas quatro centrais termelétricas da ArcelorMittal Tubarão, que possuem uma capacidade instalada de 286 MW, proporcionando assim a manutenção da , auto-suficiência em energia elétrica. A questão ambiental e a industrial não são antagônicas. Pelo contrário: ao se integrar o sistema de gestão ambiental ao produtivo é possível obter um dos menores custos de produção do mundo.

Projeto de Terminal de Barcaças
Outro projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da ArcelorMittal Tubarão é o Terminal de Barcaças Oceânicas (TBO), que iniciou as operações em setembro do ano passado, em Vitória. Resultado de um investimento de R$ 15 milhões, o TBO foi construído para o transporte marítimo de 1,1 milhão de toneladas anuais de bobinas a quente para a ArcelorMittal Vega, em Santa Catarina.

Quatro barcaças estão em operação por meio do sistema de cabotagem, transportando o equivalente a 110 caminhões (por dia), carregados por cerca de 1170 quilômetros entre as cidades de Vitória (ES) e São Francisco do Sul (SC).

O deslocamento da carga via transporte marítimo contribui para a redução das emissões de GEE provenientes do consumo de combustíveis dos caminhões, que deixarão de circular nas estradas brasileiras. O transporte pelas barcaças oceânicas também gera uma economia de 60% em relação ao modal rodoviário. A estimativa é que sejam geradas 840 mil toneladas de créditos de carbono nos próximos sete anos.
O projeto está diretamente inserido no Planejamento Estratégico da ArcelorMittal Tubarão, cuja gestão corporativa na área ambiental avalia e analisa novos investimentos, levando-se em consideração não apenas os riscos, as oportunidades e a legislação ambiental, como também assegura a melhoria contínua dos processos, proporcionando a redução ou eliminação dos impactos ambientais.

Projeto Heat Recovery
A Expansão da ArcelorMittal Tubarão iniciou sua operação em 2007, o que elevou a capacidade de produção de aço de 5 para 7,5 milhões de toneladas por ano, aumentando assim sua demanda de coque. Para suprir essa necessidade, foi criada em 2005, a empresa Sol Coqueria Tubarão (formada pelas empresas ArcelorMittal Tubarão - 62%, ArcelorMittal Aços Longos - 37% e Sun Coke Internacional - 1%), que também fornece coque para outras empresas siderúrgicas brasileiras.

A Sol Coqueria está implantando o projeto de MDL denominado "Heat Recovery (HR)", que consiste na co-geração de energia elétrica a partir do calor recuperado no processo de produção de coque. Essa é uma tecnologia pouco utilizada no mundo e uma das melhores disponíveis em termos de controle ambiental. Além disso, é aprovada pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA) e obedece aos padrões da agência americana de proteção ambiental (Environmental Protection Agency - EPA).

Estima-se que este projeto de MDL contribuirá para reduzir cerca de 3,4 Mt CO2 em dez anos, além de contar com todos os impactos ambientais controlados e aprovados pelas autoridades ambientais.

O projeto demonstra o compromisso da empresa com a sustentabilidade, devido à sua preocupação em agir de forma proativa por meio de soluções ligadas à questão da mudança do clima, mantendo um equilíbrio entre seu crescimento e as questões socioambientais.

Clique aqui e confira o material completo sobre o Projeto MDL - Heat Recovery (HR)


O que é o Crédito de Carbono
Créditos de Carbono são as reduções de Gases do Efeito Estufa, estabelecidas através de metas obtidas e passíveis de serem comercializadas, permitindo a compra e venda de cotas. Essas metas foram criadas para tentar solucionar problemas como o gradual aumento da temperatura da Terra e os respectivos impactos provocados pela emissão crescente de Gases do Efeito Estufa (GEE). Estão inscritas no Protocolo de Kyoto, um tratado assinado por representantes de diversos países, em 1997, no Japão, que entrou em vigor desde fevereiro de 2005, após a ratificação de 141 países.

O tratado estabelece metas de redução de emissões de gases poluentes (entre 2008 e 2012, alcançando uma emissão 5,2% menor do que a registrada em 1990) para seus signatários listados no Anexo 1 do Protocolo (países integrantes da União Européia, do Leste Europeu, Canadá, Croácia, Grécia, Islândia, Japão, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Mônaco, Nova Zelândia, Países Baixos, Romênia, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia e Estados Unidos).

Portanto, o termo Crédito de Carbono surgiu tendo em vista os mecanismos utilizados de flexibilização entre os países interessados para facilitar o atendimento das metas de redução.

Para obter os certificados, a empresa deve cumprir uma série de etapas, desde a elaboração do Documento de Projeto (PDD), passando pelas fases de "Metodologia", "Validação", "Registro", "Monitoramento", "Verificação" e "Certificação" até chegar à emissão da Redução Certificada de Emissões (RCE), aprovada por uma comissão gerenciada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

No caso da ArcelorMittal Tubarão, os certificados foram obtidos através de projetos enquadrados na categoria Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, voltados para a redução de emissões ou para evitar que elas ocorram futuramente. O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo é um dispositivo criado pelo Protocolo de Kyoto que permite aos países do Anexo 1 investirem em outras nações com projetos de redução do efeito estufa, caso do Brasil.


Os projetos estão diretamente inseridos no Planejamento Estratégico da ArcelorMittal Tubarão, cuja gestão corporativa na área ambiental avalia e analisa novos investimentos, levando-se em consideração não apenas os riscos, as oportunidades e a legislação ambiental, como também assegura a melhoria contínua dos processos, proporcionando a redução ou eliminação dos impactos ambientais.
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